Um mesmo modelo à venda em duas gerações distintas. A estratégia contraria a lógica da indústria automobilística, de trocar as gerações dos veículos de tempos em tempos. Mas está se tornando uma tendência no mercado brasileiro. Em setembro, é aguardada a chegada da nova geração do Ford Fiesta, importada do México. Primeiro vem a configuração sedã. O hatch chega no início de 2011. E quando desembarcar, o compacto inteiramente novo vai coexistir com o antecessor, produzido na planta de Camaçari, na Bahia. Uma forma de ganhar preço e ampliar o cardápio.
O atual Fiesta brasileiro, que foi reestilizado no fim de abril, ainda permanecerá em linha por mais alguns anos. Este passará a ser uma opção básica/intermediária dentro da linha de veículos da montadora, acima do subcompacto Ka. Já o Fiesta mexicano, de nova geração, irá ocupar a parte de cima da tabela de compactos, para brigar com os chamados compactos premium. A carroceria sedã, por exemplo, já tem seus rivais definidos: Honda City, Volkswagen Polo Sedã e Fiat Linea – o Peugeot Passion tem preços menores e está fora da disputa. Especula-se um preço próximo dos R$ 50 mil.
Modelo deve vir na versão topo de linha
Para brigar em igualdade com os compactos mais refinados e, ao mesmo tempo, não comprometer as vendas do antecessor nacional e do Focus sedã argentino, a nova geração do Fiesta deve ser oferecida por aqui apenas na versão topo de linha. Nos Estados Unidos, principal destino do modelo mexicano, a versão mais recheada usa a mesma nomenclatura do Fusion: SEL. No Brasil, a Ford ainda não decidiu como chamará o Fiesta. Uma possibilidade é manter o nome – já consagrado – e adotar o sufixo SEL. Outra é usar o sufixo Sigma, do novo motor nacional 1.6 16V Flex.
A mecânica, aliás, será a ‘herança’ nacional. A nova geração do Fiesta usará o recém-lançado bloco 1.6 litro Sigma, de quatro cilindros em linha, 16 válvulas e comando duplo. O propulsor é fabricado em Taubaté, no interior de São Paulo, e já está adaptado à tecnologia Flex. No Focus (hatch e sedã), o motor produz potências de 110 cv com gasolina e 115 cv com álcool, e torques de 15,4 kgfm e 16,3 kgfm na mesma ordem. No Fiesta, pode haver alguma modificação nos valores. Já nos Estados Unidos, o bloco 1.6 Sigma tem comando variável de válvulas e gera 120 cv.
Sistema multimídia e acabamento mais vistoso
A mecânica do novo Fiesta deve usar ainda o câmbio manual de cinco marchas nacional. Mas por questão de estratégia, a marca do oval azul pode disponibilizar também uma versão equipada com o sofisticado câmbio automatizado Powershift, de seis velocidades e dupla embreagem. Outra ‘atração’ no sedã – e futuramente no hatch – mexicano será o sistema multimídia Sync, desenvolvido em parceria com a Microsoft. O equipamento oferece conexão Bluetooth, entradas USB e para iPods e permite operar som e celulares, ver informações do veículo e navegar por GPS.
O interior da nova geração do Fiesta também promete impressionar. O painel tem design moderno e usa plásticos de aparência agradável. Um dos destaques é a chave Keyless, que dispensa a ignição mecânica – há um botão próximo do quadro de instrumentos, no lado direito. Basta apertá-lo com a chave ‘no bolso’ para dar a partida no motor. Por fora, o Fiesta mexicano exibe ainda uma silhueta bem contemporânea, com os traços dinâmicos do estilo Kinetic – que devem envelhecer ainda mais o Fiesta nacional. Não por acaso, a divisão brasileira da Ford pretende fabricar a nova geração no País a partir de 2012, na fábrica baiana de Camaçari.
Confira algumas fotos do novo fiesta
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Ford Fiesta Sedan 2011
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
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